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6 competências essenciais para a Função Pública Portuguesa em 2026

Descubra 𝟔 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 𝐢𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐜𝐢𝐧𝐝𝐢́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐥𝐪𝐮𝐞𝐫 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐟𝐮𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐮𝐞𝐬𝐚 𝐞𝐦 𝟐𝟎𝟐𝟔

A Administração Pública portuguesa vive um período de transformação acelerada, marcado pela digitalização dos serviços, pela necessidade de maior eficiência e pela crescente exigência dos cidadãos por processos mais simples, transparentes e acessíveis.

Ao mesmo tempo, enfrenta desafios estruturais, como o envelhecimento dos quadros, a escassez de recursos humanos e a urgência de modernizar modelos de gestão e de trabalho.

Neste contexto, e perante reformas que reforçam a interoperabilidade, a cibersegurança, a inovação e a orientação ao cidadão, o papel dos funcionários públicos está a evoluir, exigindo o desenvolvimento de novas competências para garantir um serviço público eficaz, sustentável e alinhado com as exigências tecnológicas e sociais de 2026.

Abaixo, destacamos um conjunto de competências-chave no contexto atual :

 

Competências Digitais Avançadas

O Plano Estratégico para a Transformação Digital da Administração Pública (ETDAP 2021-2026) define a digitalização como eixo estruturante da modernização. Para 2026, espera-se que os profissionais públicos possuam:

Literacia digital avançada: através da utilização de sistemas integrados de informação, interoperabilidade de plataformas, gestão e análise de grandes volumes de dados (big data) e capacidade de extracção de indicadores estratégicos.

Cibersegurança e protecção de dados: com a implementação de boas práticas em segurança da informação, RGPD, auditoria de sistemas e mitigação de riscos cibernéticos.

Automação e inteligência artificial aplicada: através do conhecimento técnico em RPA (Robotic Process Automation), algoritmos de apoio à decisão e sistemas preditivos.

Estas competências permitem reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência administrativa e apoiar a tomada de decisão baseada em evidência.

 

Competências Analíticas e de Gestão da Informação

A transformação digital exige não apenas tecnologia, mas também a capacidade de interpretar e utilizar dados de forma estratégica:

Data analytics e BI (Business Intelligence): construção e interpretação de dashboards, análise de indicadores de desempenho, modelação de cenários e suporte à decisão estratégica.

Gestão de processos e melhoria contínua: mapeamento, optimização e reengenharia de processos administrativos, aplicando frameworks como Lean, Six Sigma e BPM (Business Process Management).

Tomada de decisão baseada em evidência: aplicação de métodos quantitativos e qualitativos para suportar políticas públicas e a alocação de recursos.

 

Competências de Liderança, Inovação e Gestão Estratégica

Qualquer profissional da função pública deve actuar como agente de mudança e inovação institucional, através de:
Gestão de projectos e programas públicos: com a utilização de metodologias estruturadas (PMI, PRINCE2, Agile) para conduzir projectos de transformação digital e melhoria de serviços.

Liderança estratégica e gestão de equipas: incluindo a capacidade de mobilizar equipas multidisciplinares, gerir a mudança organizacional e implementar planos estratégicos de curto e longo prazo.

Gestão de riscos e conformidade: através da identificação, avaliação e mitigação de riscos operacionais, financeiros e legais, garantindo compliance regulatório e accountability.

 

Competências Sociais e de Comunicação com o Cidadão

Apesar do maior foco na tecnologia, a função pública continua a exigir competências interpessoais robustas, como:
Comunicação clara e eficaz: na simplificação de processos, mediação de conflitos e prestação de informação acessível a todos os cidadãos.

Empatia e inclusão digital: na capacidade de identificar barreiras de acesso e implementar medidas de inclusão tecnológica e social.

Ética, transparência e accountability: através da aplicação de princípios de integridade e prestação de contas em todos os níveis da Administração Pública.

 

Adaptabilidade e Aprendizagem Contínua

O contexto de transformação exige também profissionais resilientes, capazes de se adaptarem rapidamente:
Aprendizagem contínua: através da actualização constante de competências técnicas, legais e processuais.

Pensamento crítico e resolução de problemas complexos: na avaliação de cenários, antecipação de problemas e formulação de soluções inovadoras.

Gestão da mudança: mediante a implementação de novas tecnologias, metodologias e políticas de forma estruturada, minimizando resistências organizacionais.

 

Competências Éticas e de Responsabilidade Pública

A evolução tecnológica e digital deve ser acompanhada por princípios éticos sólidos:
Integridade e probidade: cumprimento das normas legais, regulatórias e de ética profissional.

Orientação para o bem público: tomada de decisão alinhada com o interesse coletivo, promovendo equidade, justiça e eficácia.

A função pública portuguesa em 2026 exigirá profissionais com competências técnicas, analíticas, estratégicas, sociais e éticas, capazes de integrar inovação tecnológica, gestão baseada em evidência e foco no cidadão.

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